Vape, cigarro eletrônico, pod, mod: com diferentes nomes, formas, cores e sabores, os Dispositivos Móveis para Fumar (DEFs) têm muito apelo entre os adolescentes, que conversaram sobre os danos causados à saúde pelo uso desses produtos, que são todos proibidos no Brasil.
Ele tem formatos divertidos, gostinho de uva e maçã e não deixa cheiro. O vape é estilosinho e, pela fama equivocada de ser mais inofensivo que o cigarro comum, virou uma tendência entre os jovens no Brasil e no mundo. Segundo uma pesquisa da UFPel, um em cada cinco jovens brasileiros já usou vape, apesar de o produto ser proibido por aqui desde 2009.
Mas o que é “vape”?

É um tipo de Dispositivo Eletrônico para Fumar (DEF), grupo que também inclui o cigarro eletrônico ou e-cigarette, os pods e mods, e os narguiles. De acordo com a Anvisa, esses dispositivos podem ter diversos equipamentos e tecnologias: descartáveis, de uso único, recarregáveis, com refis abertos ou fechados.
Esse tipo de equipamento esquenta um líquido – composto por aromatizantes e produtos químicos variados -, que vira o vapor inalado por quem fuma. Esse foi o tema de uma aula especial das turmas de 2ª e 3ª séries do Médio, que trouxe muitas informações, dados e imagens para conscientizar os alunos sobre os perigos mascarados do vape.
Vape faz mal à saúde?
Muito, muito mal. Segundo dados do Instituto do Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), os dispositivos eletrônicos para fumar não são seguros. Por ser proibida, sua produção não é regulamentada, o que significa que ninguém sabe direito do que eles são feitos – e cada um é feito de um jeito diferente, porque também não há fiscalização.
Para Daniela Almenara, coordenadora do Ensino Médio do Colégio e professora que mediou o assunto com os adolescentes, esse é o principal problema: não há uma “receita” estabelecida e conhecida sobre o que compõe o líquido usado para fazer o vapor. Como falta transparência, o “e-liquid” ou “juice” pode conter absolutamente qualquer coisa, de maconha a metais pesados – tudo em quantidades indeterminadas.
Daniela lembra que, também de acordo com o Inca, os níveis de toxicidade podem ser tão prejudiciais quanto os de cigarros tradicionais, porque combinam diversas substâncias tóxicas. Então, quem usa não sabe o que e nem quanto está chegando aos seus pulmões. O resultado são lesões pulmonares gravíssimas associadas ao vaping. Nos Estados Unidos, essa condição recebeu até um nome específico: EVALI ou Electronic Vaping Associated Lung Injury.
Essas lesões podem evoluir para enfisemas pulmonares, doenças cardiovasculares e câncer. “É muito difícil tratar quem tem alguma doença relacionada ao vaping, porque os pulmões podem ter sido atingidos por qualquer contaminante”, alerta Daniela.

É proibido fumar
O acesso a esses produtos é fácil: uma busca no Google resulta em milhares de opções e sabores com embalagens bonitinhas, com blogs que trazem dicas e informações sobre como fazer o melhor uso.
Mas vale relembrar: produzir, comercializar, divulgar, vender acessórios e usar qualquer tipo de DEF é proibido no Brasil. Em resolução publicada em julho deste ano, a Anvisa manteve a proibição desses produtos porque eles não são seguros. Para a agência, é preciso coibir o comércio irregular, com o aumento da fiscalização e campanhas educativas.
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